Cuiabá recebe segunda reunião para revisão do Plano ABC

Participantes do encontro cobram necessidade da agricultura de baixo carbono priorizar regiões 10/02/2015 - Rodolfo Mondoni

Dando continuidade ao processo de consulta pública para revisão do Plano de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC), o Observatório ABC organizou nova reunião, nesta segunda-feira (9/2), em Cuiabá (MT). Assim como ocorreu na primeira reunião, realizada em Belém (PA), participaram do encontro órgãos públicos federais e estaduais, entidades de classe ligadas ao setor rural e organizações da sociedade civil. Para o processo de consulta presencial será organizado ainda mais uma reunião no final de fevereiro, em Brasília (DF).

O Observatório ABC também disponibilizou uma consulta eletrônica para receber sugestões que contribuam para a melhoria do Plano ABC. O documento-base já está disponível no site do Observatório ABC. Para apresentar suas contribuições, o interessado deve acessar este link, que direcionará para um breve questionário online.

Propostas

O principal assunto debatido durante a reunião foi como melhorar a distribuição dos recursos do Plano ABC, no estado. A principal linha de crédito rural no Mato Grosso é o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (FCO), que oferece entres outras linhas de crédito, o Programa ABC.

“O FCO é mais atraente porque quem paga em dia tem abate de 15% no valor. Isso faz com que falte dinheiro no FCO e sobre no ABC”, explica Célio Porto, consultor do Observatório ABC, que organizou a reunião. Segundo Porto, as pessoas envolvidas no Plano ABC no estado pedem que haja um equilíbrio entres essas linhas de crédito, criando equivalência das taxas de juros e condições de pagamento.

Assim como já havia ocorrido no Pará, os convidados sugeriram que o Plano ABC atue priorizando algumas regiões. A comunidade internacional diz que a agropecuária tem crescido muito rapidamente em ambos os estados, aumentando o desmatamento e por isso um Plano como o ABC, que possibilita um crescimento sustentável é fundamental.

“Como o recurso não está sendo todo captado, ainda não colocamos isso em questão. Se houver escassez de recurso, então fará mais sentido priorizar”, ressaltou Célio Porto. Porto ainda falou sobre a importância desses encontros como uma oportunidade dos interessados no tema se reunirem. “Percebemos que os órgãos responsáveis pelo Plano não estão se comunicando. No Pará, o Grupo Gestor não se reunia há um ano. Além disso, durante o debate surgem divergências e as pessoas podem contribuir com sugestões, o que enriquece o debate”, disse.

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